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Declaração em defesa da educação pública, de qualidade, gratuita, laica e emancipatória!

Data: 25/08/2017

 

 

 

 

 

Declaração em defesa da educação pública, de qualidade, gratuita, laica e emancipatória!

Nossa América vive tempos de celebrações, retrocessos e desafios. Se passaram dois séculos desde o primeiro evento emancipatório que uniu nossos Povos e nos convocou para um mesmo projeto continental, a Pátria Grande.

Nas primeiras décadas do século XXI, povos e governos de diferentes signos convergiram para um projeto comum para conquistar a soberania de nosso continente. Diante dos processos de unidade, as direitas locais e transnacionais consolidaram blocos que não cessam em seus esforços de tentar reverter a integração continental. Essa ofensiva geral contra a emancipação dos povos tem sido expressada no ataque direto contra os direitos conquistados pelos setores populares nestes anos, graças à luta das trabalhadoras e dos trabalhadores, dos movimentos sociais e da ação dos governos democráticos e populares .

Entendemos que a educação pública é, juntamente com a política, a economia e a cultura, um dos pilares sobre os quais todo projeto democrático de país, que tem como ponto de partida e horizonte, a emancipação dos povos, deve se apoiar. Isto constitui a base de nossas esperanças individuais e coletivas. É por isso que fortalecer e garantir a educação como direito social e humano deve ser uma prioridade para nossos Estados, nossas Sociedades e nossas Comunidades Educativas.

Apoiamos e simpatizamo-nos com as lutas que estão se desenvolvendo em todo o continente em defesa e reconstrução da educação pública, contra a privatização e comercialização da educação, as reformas educacionais neoliberais, neocoloniais e neoconservadoras e os sistemas de avaliação baseados em testes padronizados, cujo único objetivo é impor princípios hegemônicos de conhecimento e o reforço à meritocracia para justificar a desigualdade social e educativa.

Repudiamos as restrições às liberdades democráticas das comunidades educativas, a estudantes e docentes, e a retirada de direitos trabalhistas dos profissionais da educação e o fechamento de escolas.

Por tudo isso, nos manifestamos:

– pela exigência do cumprimento integral da responsabilidade do Estado para garantir o direito social à educação pública. Nos opomos tanto aos processos de privatização e comercialização da educação em todas as suas formas, como a imposição de processos de descentralização que aprofundam a fragmentação do sistema educacional e a desigualdade social.

Pela valorização do trabalho docente como trabalho coletivo que requer reconhecimento e condições adequadas para a construção de um projeto político-pedagógico democrático e emancipador.

Condenamos as políticas que ignoram o valor dos coletivos docentes, bem como o ataque e perseguição a professoras e professores, a sindicatos e organizações estudantis. Nenhuma política educacional pode ser implementada sem os docentes, nem contra os docentes e suas comunidades educativas.

A necessidade de construir processos pedagógicos autônomos e contextualizados, rejeitando a cópia de modelos pedagógicos exógenos, tecnocráticos e longe das necessidades e interesses dos educandos, dos educadores e das comunidades.

Nosso respeito pela liberdade de expressão, repudiando o cerceamento do direito de expressão e a desqualificação conservadora dos debates ideológicos e políticos, fundantes de uma cidadania ativa, crítica e solidária.

O dia 19 de setembro é a data do nascimento de Paulo Freire, um de nossos principais referentes para uma pedagogia latino-americana, que percebeu o processo educacional como um caminho para a libertação cultural, social e política e afirmou que “seria uma atitude ingênua esperar que as classes dominantes desenvolvessem uma forma de educação que permitisse às classes dominadas perceber as injustiças sociais de forma crítica”. Cabe a nós fortalecer esse pensamento crítico e promover decididamente a emancipação social, construindo uma sociedade fundada na justiça social.

Continuando a luta por uma educação inspirada em ideais emancipatórios, no dia 19 de setembro, convocamos as organizações estudantis, os sindicatos de educação, coletivos de educadores, organizações políticas, culturais e sociais que apostam na prática pedagógica como uma práxis libertadora, para se manifestar e expressar-se de forma enérgica e aberta em defesa de uma educação pública  e de qualidade, como um direito social, livre, secular e emancipatório!

 

Declaração em defesa da educação pública

Declaration in defense of the quality of public education, emancipation, free of charge education and secular education!

 

Henry Ortiz y Maicol Sierra – Canción: Más libre pensamiento. Menos control y obediencia (estudiantes del Colegio Kennedy IED – Bogotá/Colombia)

 

Lívia Fraga Vieira – Professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG/Brasil) e Coordenadora do Doutorado Latino-americano em Educação (FaE/UFMG/Brasil).

 

Estudiantes del Colegio Kennedy IED (Bogotá- Colombia)

 

Dalila Andrade Oliveira – Professora Titular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG/Brasil) e Coordenadora da Rede ESTRADO

 

Heleno Araújo – Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE/Brasil)

 

Femi Temowo – Guitarrista de jazz britânico-nigeriano, cantor e compositor, diretor musical, produtor. Nomeado para o Prêmio Melhor Jazz Act MOBO (2012 ).

 

Gastão Villeroy – Músico. Dentre os artistas com os quais atua estão Milton Nascimento, Maria Gadú e Lenine.

 

Rodrigo Campello – Violinista, guitarrista, cavaquinista, arranjador, compositor e produtor musical brasileiro.

Declaración en defensa de la educación pública de calidad, gratuita, laica y emancipatoria

Data: 25/08/2017

 

 

 

 

 

Declaración en defensa de la educación pública de calidad, gratuita, laica y emancipatoria

 

Nuestra América vive tiempos de celebraciones, retrocesos y desafíos. Se cumplen dos siglos de aquella primera gesta emancipadora que unió a nuestros Pueblos convocan-dolos a un mismo proyecto continental de Patria Grande.

En las primeras décadas del siglo XXI pueblos y gobiernos de diferentes signos convergieron en un proyecto común para conquistar la soberanía de nuestro Continente. Frente a los procesos de unidad, las derechas locales y transnacionales han consolidado bloques que no cesan en sus esfuerzos para desandar la integración continental. Esta ofensiva general contra la emancipación de los pueblos se ha expresado en el ataque directo contra los derechos conquistados por los sectores populares en estos años gracias a la lucha de las trabajadoras y los trabajadores, de los movimientos sociales y a la acción de gobiernos democráticos y populares.

Entendemos que la educación pública es, junto a la política, la economía y la cultura, uno de los pilares sobre los que debe edificarse cualquier proyecto democrático de país que tenga como principio y como horizonte la emancipación de los pueblos. Constituye el soporte de nuestras esperanzas individuales y colectivas. Por ello, fortalecerla y garantizarla como un derecho social y humano debe ser prioridad para nuestros Estados, nuestras Sociedades y nuestras Comunidades Educativas.

Adherimos y nos solidarizamos con las luchas que se despliegan en todo el continente en defensa y/o reconstrucción de la educación pública y en contra de la privatización y comercialización de la educación, de las reformas educativas neoliberales, neocoloniales y neo-conservadoras que se pretenden imponer y de los sistemas de evaluación basados en pruebas estandarizadas, que tienen como único objetivo la imposición de los principios hegemónicos del conocimiento y la introducción de la meritocracia para justificar la desigualdad entre sujetos participantes: estudiantes y docentes.

Repudiamos las restricciones a las libertades democráticas de las comunidades educativas, estudiantes y docentes y la supresión de derechos laborales de las y los docentes y el cierre de escuelas

Por todo ello, expresamos:

 

– La exigencia del cumplimiento pleno de la responsabilidad del Estado para garantizar el derecho social a la educación pública. Nos oponemos tanto a los procesos de privatización y comercialización de la educación en todas sus formas como a la imposición de procesos de descentralización que profundizan la fragmentación del sistema educativo, y la desigualdad educativa.

– Nuestra valoración del trabajo docente como un trabajo colectivo que requiere reconocimiento y adecuadas condiciones para la construcción de un proyecto político educativo y pedagógico democrático y emancipador.

– Nuestra condena a las políticas que desconocen el valor de los colectivos docentes, así como el ataque y persecución a maestras y maestros, dirigentes, y organizaciones gremiales y estudiantiles. Ninguna política educativa puede efectivizarse sin los docentes, ni contra los docentes y sus comunidades educativas.

– La necesidad de construir procesos pedagógicos autónomos y contextualizados, rechazando la copia de modelos pedagógicos exógenos, tecnocráticos y alejados de las necesidades e intereses de las y los educandos, las y los educadores y de las comunidades educativas territoriales.

– Nuestro respeto por la libertad de expresión, repudiando el cercenamiento del derecho de expresión y la descalificación conservadora de los debates ideológicos y políticos, fundantes de una ciudadanía activa, crítica y solidaria.

El 19 de septiembre se conmemora el natalicio de Paulo Freire, uno de nuestros principales referentes de una Pedagogía Latinoamericana, quién percibió el proceso educativo como un camino para la liberación cultural, social y política y afirmó que: “sería en verdad una actitud ingenua esperar que las clases dominantes desarrollen una forma de educación que permita a las clases dominadas percibir las injusticias sociales en forma crítica”. Nos toca a nosotros dar fuerza a ese pensamiento crítico e impulsar resueltamente la emancipación social, configurando una sociedad fundada en la justicia.

Continuando la lucha por una educación inspirada en ideales emancipadores este día 19 de septiembre, convocamos a organizaciones estudiantiles, organizaciones sindicales de la educación, a los colectivos de educadoras y educadores, a las organizaciones políticas, culturales y sociales que han apostado a la práctica pedagógica como praxis liberadora, a manifestarse y expresarse enérgica y abiertamente en defensa de la educación como derecho social, por una educación pública de calidad, gratuita, laica y emancipadora!

 

Declaración defensa de la educación pública

Declaration in defense of the quality of public education, emancipation, free of charge education and secular education!

 

 

Henry Ortiz y Maicol Sierra – Canción: Más libre pensamiento. Menos control y obediencia (estudiantes del Colegio Kennedy IED – Bogotá/Colombia)

 

Lívia Fraga Vieira – Professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG/Brasil) e Coordenadora do Doutorado Latino-americano em Educação (FaE/UFMG/Brasil).

 

Estudiantes del Colegio Kennedy IED (Bogotá- Colombia)

 

Dalila Andrade Oliveira – Professora Titular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG/Brasil) e Coordenadora da Rede ESTRADO

 

Heleno Araújo – Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE/Brasil)

 

Femi Temowo – Guitarrista de jazz británico-nigeriano, cantante y compositor, director musical, productor. Nominado para el Premio Mejor Jazz Act MOBO (2012).

Gastão Villeroy – Músico. Entre los artistas con los que actúa están Milton Nascimento, Maria Gadú y Lenin en Brasil.

 

Rodrigo Campello – Violinista, guitarrista, cavaquinista, compositor y productor musical brasileño.